Vigilante, entenda o que fazer quando você recebe uma advertência no trabalho

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O empregado que realiza algo errado não é necessariamente punido com a demissão por justa causa, uma vez que muitas vezes é preciso que haja previamente a aplicação de uma advertência no trabalho.

No caso dos vigilantes que realizam segurança privada, por exemplo, é comum a aplicação de advertências por se tratar de um trabalho em que é fundamental que o profissional transmita credibilidade e confiança.

Se você conhecer mais sobre o tema, acompanhe o post que vamos apresentar todos os detalhes. Confira!

Quais são os principais motivos de advertência no trabalho?

Ao mesmo tempo em que não é interessante para o empregador trocar o vigilante frequentemente, o profissional da área também deve evitar receber advertências no trabalho, uma vez que a profissão exige comprometimento.

As advertências servem como punições para o empregado, mas de natureza mais leve do que a demissão, por exemplo. Contudo, é por meio desse método que o empregador avisa ao trabalhador que ele cometeu algo errado e que, se o caso for reincidente, o seu contrato pode ser rescindido por justa causa. Portanto, é fundamental que o vigilante fique atento às suas advertências e as evite o máximo possível.

Atualmente, os casos em que os vigilantes costumam receber mais advertências são em razão de:

  • uso de celular no ambiente de trabalho;
  • desleixo;
  • baixo rendimento;
  • insubordinação;
  • atrasos e faltas injustificadas;
  • desrespeito ao regimento interno, como o código de vestimenta;
  • dormir durante o horário de serviço, entre outros.

O vigilante também deve estar atento a determinados pontos, pois a punição só pode ser aplicada em razão de faltas recentes (exceto nos casos em que a situação requerer apuração de fatos). Além disso, a pena deve ser proporcional ao erro cometido e cada ato faltoso pode receber a aplicação de apenas uma punição.

Quais são as advertências que existem e como elas devem ser aplicadas?

A lei que dispõe sobre o tema prevê que existe uma ordem em que as advertências no trabalho devem ser aplicadas. No entanto, é válido ressaltar que essa situação pode mudar conforme a gravidade da falta cometida pelo trabalhador. Veja as formas de advertências que existem e a maneira como elas devem ser aplicadas!

Advertência verbal

A advertência verbal é a mais branda que existe e, nesse caso, o empregador deve pontuar ao vigilante qual falta ele cometeu e quais serão as consequências se o erro for repetido. Caso a advertência verbal for realizada pelo superior ou supervisor de forma vexatório, humilhante e demasiadamente excessiva, pode fundamentar o pedido de indenização por dano moral ao trabalhador, desde que comprovada por testemunhas, filmagem, gravações, etc. 

Advertência por escrito

A advertência por escrito deve ser realizada em duas vias, sendo que uma é entregue ao funcionário e a outra guardada pelo empregador em seu histórico. Nesse caso, é preciso que o documento contenha a descrição do ato que acarretou a advertência, assim como a legislação trabalhista e o regimento interno da empresa que embasam a situação.

Se já houve uma advertência verbal sobre o mesmo tema anteriormente, também é preciso que a informação conste no texto da punição. Por fim, para que seja válido, o documento deve ser assinado pelo empregador, pelo empregado e/ou por duas testemunhas.

Suspensão

Quando as advertências verbais e por escrito não funcionam e o trabalhador continua cometendo o mesmo erro, ele pode ser suspenso de suas atividades por até 30 dias. Além disso, em regra, é preciso que ao menos três advertências sejam aplicadas antes da suspensão do empregado.

Demissão por justa causa

Por fim, nos casos em que nenhuma das alternativas que apresentamos surte efeito, o vigilante pode ser demitido por justa causa.

Como vimos, o empregado deve ficar atento às advertências no trabalho, pois o excesso de notificações pode levar até mesmo à demissão por justa causa. Os vigilantes devem prestar ainda mais atenção a esses pontos em razão das características do segmento de segurança, que exige comprometimento por parte do profissional que lida com os bens e até mesmo com a vida de outras pessoas.

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Sobre Moura e Santana

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